Bitcoin cai abaixo de US$ 65 mil e perde mais de 22% em uma semana: o que está acontecendo

Imagem ilustra movimento negativo de criptomoedas como Bitcoin (Imagem gerada com auxílio IA/Leonardo Albertino)

O Bitcoin, a criptomoeda mais negociada do mercado, voltou a chamar atenção dos investidores nesta semana após uma forte correção de preço que o levou a cair abaixo dos US$ 65.000, um nível que não era visto desde 2024. Essa queda representa uma perda acumulada de mais de 22% em apenas sete dias, num cenário de aversão ao risco e aumento da cautela entre traders e investidores.

A recente trajetória do Bitcoin reflete um momento de grande volatilidade no mercado de criptomoedas, que já perdeu trilhões de dólares em valor de mercado nas últimas semanas. Neste artigo, analisamos os fatores que explicam a queda, as reações dos analistas e as possíveis implicações para o futuro da principal criptomoeda do mundo.

Queda acentuada: números que chamam atenção

Durante a semana, o Bitcoin registrou forte pressão vendedora, rompendo importantes níveis de suporte técnico. Por volta do meio da sessão, o ativo era negociado em torno de US$ 65.363, com queda de mais de 11% em um único dia. Outras grandes moedas, como Ethereum, também apresentaram quedas superiores a 10%, refletindo um movimento amplo de queda no mercado de criptoativos.

A perda acumulada em sete dias alcançou 22,2%, intensificando receios de que o movimento possa se expandir ainda mais. Essa retração não impacta apenas o preço do Bitcoin, mas influencia o sentimento dos investidores e a dinâmica de negociação de outras criptomoedas.

Por que essa queda está acontecendo?

1. Aversão global ao risco

Um dos principais fatores que explicam a forte queda do Bitcoin é o aumento da aversão ao risco nos mercados globais. Quando investidores se tornam mais cautelosos, há uma tendência de deslocamento de recursos de ativos considerados mais arriscados — como criptomoedas — para investimentos mais seguros, como títulos públicos ou dinheiro em espécie.

Essa tendência tem sido observada em mercados de ações globais, com quedas sequenciais em bolsas de valores, aumentando a pressão sobre ativos voláteis como o Bitcoin.

2. Liquidez mais baixa e correlação com ações de tecnologia

O Bitcoin, em certos períodos, demonstra correlação com ações de tecnologia. Quando esses mercados sofrem perdas, o Bitcoin também tende a ser afetado, pois investidores reduzem posições em ativos voláteis simultaneamente.

Além disso, períodos de baixa liquidez contribuem para movimentos abruptos de preços, pois há menos compradores para sustentar o mercado e menos vendedores para estabilizá-lo.

3. Fortalecimento do dólar e fraqueza em ativos alternativos

O fortalecimento do dólar americano também é um fator relevante. Em momentos de incerteza, o dólar é visto como porto seguro, reduzindo o fluxo de capital para ativos alternativos, incluindo criptomoedas.

Ao mesmo tempo, metais preciosos como ouro e prata — tradicionalmente considerados opções de proteção — também mostraram fraqueza, dificultando a formação de um refúgio seguro para investidores que buscam reduzir exposição ao risco.

4. Expectativas sobre regulação e políticas fiscais

Investidores permanecem atentos a sinais de possíveis mudanças regulatórias em grandes mercados, especialmente nos Estados Unidos. Debates sobre como as criptomoedas devem ser tratadas sob o ponto de vista fiscal e regulatório têm gerado cautela entre participantes do mercado.

A indefinição sobre legislações que impactam diretamente o setor de moedas digitais contribui para a volatilidade e pressiona o preço do Bitcoin.

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Como isso afetou o mercado cripto como um todo

A queda do Bitcoin normalmente puxa outras criptomoedas junto, pois ele ainda representa a maior participação no valor total de mercado das criptos. Quando o preço do Bitcoin cai, a maioria das altcoins tende a sofrer perdas percentuais similares ou maiores.

No mesmo período, Ethereum registrou queda de cerca de 10,9%, refletindo a pressão descendente generalizada no setor. Isso demonstra que a correlação entre os principais criptoativos permanece alta em momentos de estresse de mercado.

Projeções e cenários discutidos por analistas

Analistas de mercado têm opiniões divergentes sobre até onde a correção pode ir e o que ela indica sobre o futuro do Bitcoin.

Cenário pessimista

Algumas casas de análise sugerem que a queda observada pode ser apenas o início de uma correção mais profunda. Com base em padrões históricos, o Bitcoin poderia testar níveis significativamente mais baixos, chegando a cifras próximas a US$ 38.000 em um cenário de baixa prolongada.

Esse tipo de projeção considera que, em mercados voláteis, correções muitas vezes ultrapassam expectativas antes de encontrar suporte e reverter.

Cenário de recuperação

Por outro lado, alguns analistas acreditam que quedas acentuadas podem representar oportunidades de compra, especialmente para investidores de longo prazo que enxergam valor fundamental no Bitcoin como reserva de valor digital.

Históricos anteriores mostram que momentos de forte baixa frequentemente precederam períodos de alta sustentada, à medida que capitulam vendedores de curto prazo e novos compradores entram no mercado.

Impacto sobre instituições e empresas correlacionadas

O impacto da queda do Bitcoin não se limita a traders individuais. Empresas com grandes reservas de Bitcoin ou modelos de negócios dependentes do desempenho da cripto enfrentam desafios.

Empresas que adquiriram grandes quantidades de Bitcoin podem registrar perdas significativas em valor justo de mercado, influenciando balanços e ações em bolsas. Durante períodos anteriores de queda, filiais de empresas com exposição direta ao Bitcoin viram quedas expressivas em seus papéis.

Indicadores que os investidores devem observar

Diante da volatilidade atual, especialistas recomendam atenção a três indicadores principais:

  1. Níveis de suporte e resistência técnica
    Monitorar zonas técnicas pode ajudar a identificar onde possíveis reversões de preço podem ocorrer.
  2. Sentimento do mercado
    Índices de medo e ganância podem indicar excesso de pessimismo ou otimismo, auxiliando na decisão de compra ou venda.
  3. Liquidez e fluxo de capital
    Movimentos de entrada e saída de grandes investidores, fundos e ETFs de Bitcoin afetam diretamente o preço.
Índice de Medo e Ganância de criptomoedas CMC

Um momento de ajuste no mercado cripto

A queda do Bitcoin abaixo de US$ 65.000 e a perda de mais de 22% em uma semana refletem cenário de aversão ao risco, correlação com queda em mercados de ações e incertezas globais. Embora a volatilidade seja parte da natureza do mercado de criptomoedas, movimentos acentuados como este chamam atenção de investidores e analistas.

Enquanto alguns veem essa fase como ponto de capitulação e oportunidade de compra de longo prazo, outros alertam para continuidade do movimento de baixa caso os fatores macroeconômicos e regulatórios não melhorem.

Independentemente do cenário, é importante que investidores mantenham uma perspectiva informada e equilibrada, entendendo que quedas acentuadas — embora impactantes no curto prazo — fazem parte da dinâmica de ativos digitais.

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